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REVIEW | Star Wars: Os Últimos Jedi

Star Wars: Os Últimos Jedi
Regular mas com momentos ÉPICOS!

Sendo extremamente direto. Perdi a conta de quantas vezes me arrepiei durante as duas horas e meia de Os Últimos Jedi. Talvez tenha sido o meu recorde de lágrimas em um filme, bom, isso não faz do oitavo episódio da franquia Star Wars perfeito, mas faz dele uma ótima experiência.

Escrito e dirigido por Rian Johnson, o Episódio VIII da saga iniciada por George Lucas em 1977 retoma a trama a partir do instante em que a deixamos em O Despertar da Força, com a jovem Rey (Daisy Ridley) se encontrando com Luke Skywalker (Mark Hamill) depois de atravessar a Galáxia para descobrir seu paradeiro. Enquanto isso, a Rebelião liderada pela General Leia (Carrie Fisher) busca resistir à Primeira Ordem comandada pelo Líder Supremo Snoke (Andy Serkis), cujos principais subalternos são o General Hux (Domhnall Gleeson) e, claro, Kylo Ren (Adam Drive). Aos poucos, a narrativa se concentra também nas subtramas envolvendo personagens já conhecidos como Finn (John Boyega) e o comandante Poe Dameron (Oscar Isaac), mas também novas figuras como a jovem Rose Tico (Kelly Marie Tran) e a Vice-Almirante Holdo (Laura Dern).

Star Wars: Os Últimos Jedi
Star Wars: Os Últimos Jedi segue o procedimento dos filmes de ligação (e de seu avô O Império Contra-Ataca) e é um filme bem mais obscuro que seu antecessor. Os heróis continuam suas descobertas, o inimigo se fortalece e os primeiros passos para o encerramento são iniciados. A diferença de Os Últimos Jedi é a tentativa de fugir do clássico maniqueísmo do bem contra o mal, mistura os heróis e vilões, seus pontos de vista, seus objetivos e meios, mas focando sempre em mostrar a jornada de seus protagonistas, Rey e Kylo Ren.

Um dos pontos altos do longa é em enfatizar as consequências de atos impensados, de que heróis anônimos são perdidos e que uma guerra não pode ser vencida apenas voando e explodindo coisas, esse direcionamento é de extrema importância para o desenvolvimento dos novos heróis e firmamento dos antigos como lideres experientes.
O tom cinza do filme que brinca com a definição entre bem e mal, que mocinho ou bandido é apenas uma questão de ponto de vista fica evidente com o personagem DJ de Benício Del Toro. Um codificador encontrado por Finn para desarmar um rastreador dentro de uma nave inimiga. Um personagem que mostra o tempo todo que ele está ali apenas pelo dinheiro e que joga na sua cara que em uma guerra existem sempre dois.

Star Wars: Os Últimos Jedi

Carrie Fisher e sua General Leia Organa faz muito bem seu papel como uma líder estratégica e experiente e o fato de sabermos que nossa eterna princesa faleceu pouco tempo depois das filmagens, nos dá um golpe de emoção ainda maior.

O novo time de protagonista é simplesmente perfeito. Rey é uma jovem perdida tentando se encontrar e fugir da solidão, Poe tenta ser um grande líder entre seus erros e acertos, Finn anseia proteger aqueles que ama a qualquer custo e Kylo evolui enormemente como personagem desde sua última aparição nas telas.

É extremamente difícil para mim falar do nosso querido Luke Skywalker sem liberar spoilers, o que acredito melhor resumir a atuação de Mark Hamill é o fato de que, dos personagens da trilogia clássica, Luke é o melhor representado.

Star Wars: Os Últimos Jedi

Infelizmente nem tudo são flores e o roteiro de Episódio 8 tem bastante altos e baixos, temos um barriga de ritmo no meio do filme e Enquanto os heróis da resistência são mais aprofundados neste longa, apenas Kylo Ren é explorado na Primeira Ordem. Os vilões continuam sem destaque e muitas, muitas questões continuam em aberto.

As cenas de ação e o CGI são dignos do peso do nome STAR WARS, porém algo que me incomodou bastante foi a cena inicial, pós textão amarelo, que também se tornou marca registrada da franquia e que é simplesmente fraquíssima e decepcionante.

Star Wars: Os Últimos Jedi nasce cheio de simbolismos, poesia e nostalgia. Com a base firmada por O Despertar da Força, a expectativa geral era de uma continuação que as tradições da franquia. Rebelião contra Império, luz contra escuridão. O longa porém se desenvolve de maneira corajosa e mesmo com vários tropeços, provoca e deixa o espectador com vontade de respostas e ansioso pelo Episódio 9.

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